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A Missa Gnóstica

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Aleister Crowley escreveu a Missa Gnóstica, Liber XV, em 1913 durante uma viagem a Moscou, na Rússia. A estrutrura foi copiada das missas da Igreja Ortodoxa Russa e da Igreja Católica Romana, substituindo as exortações à fé e a mitologia cristã pelos princípios e mitologia thelêmicos. Este é o rito central da Ordo Templi Orientis e seu braço religioso, a Ecclesia Gnostica Catholica.

A cerimônia é composta pelos seguintes oficiais: um Sacerdote, uma Sacerdotisa, um Diácono (ou diaconesa), duas Crianças (que, apesar do nome, é um papel executado por adultos) e a própria Congregação. Desta forma, sendo todos os presentes envolvidos, este é um rito participativo cujo cúmulo, a Eucaristia — a consumação do vinho e dos Bolos de Luz consagrados — é realizada por todos os presentes, que proclamam “não há parte de mim que não seja dos deuses”. De fato, ninguém que não esteja disposto a participar da Eucaristia deveria estar presente à Missa.

Em seu livro Confissões, Crowley explica por que escreveu a Missa Gnóstica:

Enquanto lidava com este objetivo posso bem delinear seu escopo completamente. A natureza humana demanda (no caso da maioria das pessoas) a satisfação de um instinto religioso e, para muitos, isto pode ser feito por meios cerimoniais. Eu desejei assim construir um ritual através do qual as pessoas possam entrar em êxtase como têm feito sempre sob a influência do rito apropriado. Em anos recentes, tem havido uma crescente falha em se atingir esse objetivo, pois os cultos estabelecidos chocam-se com suas convicções intelectuais e indignam seus senso comum. Assim, suas mentes criticam seus entusiasmos; são incapazes de consumar a união de suas almas individuais com a alma universal tal como um noivo seria incapaz de consumar seu casamento com sua amada se fosse constantemente lembrado do absurdo intelectual de suas convicções.

Resolvi que meu Ritual deveria celebrar o sublime da operação das forças universais sem introduzir teorias metafísicas discutíveis. Não faria ou implicaria nenhuma declaração cuja natureza não pudesse ser endossada pelo homem de ciência mais materialista. Superficialmente isso pode soar difícil; mas na prática foi perfeitamente simples combinar a mais rígida concepção dos fenômenos com a mais exaltada e entusiástica celebração de sua sublimitude.


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