História da E.G.C.: A Deserção de Doinel

Em 1895, Jules Doinel subitamente renunciou como Patriarca da Igreja Gnóstica, renunciou a sua Loja Maçônica e se converteu ao Catolicismo Romano. Sob o pseudônimo “Jean Kostka”, ele atacou a Igreja Gnóstica, Maçonaria e Martinismo num livro chamado Lucifer Desmascarado. Nos próximos dois anos, Doinel colaborou com Leo Taxil denunciando as organizações que tanto fizeram parte de sua vida. “Lúcifer desmascarado” provavelmente foi um esforço coletivo; seu estilo remete às mãos de Jogand/Taxil.

Encausse comentou mais tarde que a Doinel tinha faltado “a necessária educação científica para explicar sem problema a maravilha que o mundo invisível desperdiçou nele”.

Posteriormente, teorizara Encausse, Doinel se deparou com a escolha entre conversão ou a loucura; e, diz Encausse, “sejamos gratos que o Patriarca da Gnose escolheu a primeira via.”

A deserção de Doinel foi um sopro devastador para a Igreja Gnóstica, mas ela foi administrada para sobreviver. O controle interino da Igreja foi assumido por uma Assembléia de Bispos, e numa Alta Assembléia em 1896 eles elegeram um de seus bispos, Léonce–Eugène Fabres dês Essarts, conhecido como Tau Synesius, para suceder Doinel como Patriarca.

Antídio Vargas
Antídio Vargas

Tau Jean III foi sucedido como patriarca da l’Église Gnostique Apostolique por André Mauer (Tau Andreas) em 1969, que sucedeu Pedro Freire (Tau Pierre), Primaz da América do Sul, em 1970. No mesmo ano, Freire foi reconsagrado como Mar Petrus–Johannes XIII, patriarca de l’Église Gnostique Catholique Apostolique, por Dom Antídio Vargas da Igreja Católica Apostólica brasileira. Em sua morte em 1978, Freire foi sucedido por Edmond Fieschi (Tau Sialul I), que abdicou como patriarca em benefício de seu auxiliar Fermin Vale–Amesti (Tau Valentinus III), que se recusou a aceitar o cargo: efetivamente colocando l’Église Gnostique Apostolique, bem como a l’Église Gnostique Catholique Apostolique para descansar como organizações internacionais. Um ramo norte–americano autocéfalo de l’Église Gnostique Catholique Apostolique sobreviveu sob a liderança do Primaz Roger Saint–Victor Hérard (Tau Charles), que consagrou alguns bispos, mas morreu em 1989 sem apontar um sucessor. Muitos bispos de Hérard estão ainda em atividade nos Estados Unidos.